Carl Orff (1895-1982) entrou na história da música pelo mérito de uma concepção integral, na qual a música aparece indissociavelmente ligada à palavra e ao movimento, formando parte de um espectáculo total.
"Carmina Burana" – pelas mãos da Staatsooper Bourgas – oferece-nos toda a sua riqueza textual e dos seus simbolismos arcaicos, extremando as possibilidades expressivas da obra, tanto nos seus aspectos musicais como teatrais. 200 artistas em palco, em planos sucessivos, harmoniosamente dispostos em volta da imagem central - a Roda da Fortuna – agarra o público desde o primeiro acorde de O Fortuna, a partir da emoção que contagia os artistas, e a força que emerge, frenética e ardente da obra.
A imensa Roda da Fortuna sobre a qual se articula a representação (de 8 metros de altura) gira ininterruptamente ao longo da obra, evocando antigos simbolismos, gerando jogos coreográficos e captando a atenção do espectador que, desde o começo, vê-se transportado para esta verdadeira celebração estética do ritual da existência, o sentido da vida e a inevitabilidade do destino.
A Staatsooper Bourgas ostenta uma sólida trajectória institucional, que tem vindo a confirmar-se nas centenas de realizações operísticas, sinfónicas e de ballet dentro da sua programação anual permanente. Entre os seus diversos grupos artísticos, solistas, coro, orquestra, ballet, grupos de câmara, técnicos e directores, a Ópera soma o plantel estável de 260 pessoas.
A sua participação como convidada em numerosos ciclos e festivais nos quais tem apresentado ambiciosas produções como "Aida", "Nabucco", "Ernani", "Otello", etc… tem consolidado a sua reputação artística, contando também com o prestígio das melhores batutas e vozes da lírica do seu país e do estrangeiro.