Rafael Amargo
27 de Junho – 22h00

O 'Enfant Terrible' do flamenco espanhol a caminho de Portugal

O jornal espanhol El Mundo diz dele que é «um tesouro nacional».

Rafael Amargo é famoso como coreógrafo e bailarino de flamenco, multi-premiado em Espanha e no estrangeiro, e também muito atraente para as revistas cor-de-rosa. É o 'enfant terrible' porque fala com o mesmo coração e impulso com que se expressa em palco e transforma em espectáculo. O que cria são obras irreverentes e contemporâneas, mas fundadas na tradição do flamenco. A reacção nunca é de indiferença: entusiasma uns e choca outros. Afinal, estrela dos media e dos palcos, muitas vezes comparado a Joaquín Cortés, a ele se atribui a chegada do flamenco ao século XXI.
Aos 32 anos (nascido em 1975, em Granada), Rafael Amargo divide-se entre Madrid, Los Angeles e Marrocos, onde tem casa. Mas se em Los Angeles está ocupado como actor, num filme que conta a história de Salvador Dalí (no qual ele interpreta o papel do jovem Dalí), e se em Espanha continua a dar espectáculos com a sua companhia, teve ainda de arranjar tempo para coreografar o novo musical «Zorro», inspirado na obra homónima de Isabel Allende (que participa na equipa criativa como produtora), a estrear brevemente no West End, de Londres. Esta é uma grande produção, que conta com música original dos Gipsy Kings, e direcção de Chris Renshaw (conhecido, por exemplo, por ser director do musical «We Will Rock You», sobre a banda The Queen, entre outros).
Em «DQ... Pasajero en Tránsito», Rafael Amargo criou um Dom Quixote onde a dança, contemporânea e flamenco, se cruza com as novas tecnologias, numa colaboração com os estrondosos Fura dels Baus. Mas a fusão de distintas linguagens de dança não tem limites para ele. Em «Enramblao» há flamenco... mas também breakdance, dança contemporânea ou tap dance, entre outras... O choque, agora, é mesmo quando Rafael Amargo decide regressar à pureza da tradição. E é o que ele faz no seu mais recente espectáculo, «Tiempo Muerto», em que regressa à essência e à paixão do flamenco. É com este espectáculo que Portugal vai conhecer pela primeira vez esta jovem figura emblemática de Espanha que, soma a tudo isto, uma admiração por Portugal e Lisboa e o desejo, a cumprir, de dançar flamenco ao som de fado.